
Imolado em sua bondade,
Entre escombros, a coragem
De quem ousa viver
Escapam-lhe as cores
Sem muitos amores,
Num eterno sofrer
Entre choro e alegria,
A mesma agonia,
O mesmo querer
Exprimir-se não pode,
Diante das dores,
Que encobrem seu ser
E quem é que o vê?
Mais que um padecer, um menino
E quem é que o vê?
Poderá vislumbrar seu sorriso?
No céu infinito,
Ergue-se monolítico
Na esperança de ter
Cargueiro da saudade
Intenta a liberdade
Que nunca se viu
Brotam ervas em seus campos,
Regadas com a lágrima
Que nunca caiu
E assim não se sabe
Para onde, suplicante, aquele olhar seguiu
E quem é que o viu?
Mais que um caminhar, um caminho
E quem é que o viu?
Quem pode transformar seu destino?
Muito bonito e triste! Nos faz sonhar aos "avessos".
ResponderExcluirbjks