sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Imperscrutável Oceano



Alguém me falou que sou bela, e triste fiquei
Assustei-me com olhos vazados de quem me olhou
Não viu que o ser é um rio, é mais que um riso, comporta uma dor
Perdeu o sentido partido do canto gemido em forma de flor
Brotando num canto sombrio, oculto e calado no fundo de mim
Naquele profundo sem fundo, cercado sem muros, que diz quem eu sou.

Um comentário:

  1. O exercício do sorrir

    Acho que é minha ingenuidade o problema. Esta leveza que trago no esforço que faço para estender sorrisos, que não tenho em mim, mas ofereço... Há nobreza em mim, há bravuras não reveladas, e tenho na bainha banhada em sangue a adaga. Mas minha falha é da ingenuidade, e eu deveria algumas vezes deixar de lado para poder sorrir por completo, com naturalidade e sem um alvo certo. Sorrir para mim.

    *Seu post lembrou-me esse poeminha meu, de um tempo atrás. Grande abraço do Joe, tia Milão!

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