terça-feira, 19 de maio de 2009

Infantes sonhos encerrados


Os dias vão passando, lustrando como um pano o chão do tempo
Alguns que vão seguindo, sorrindo não vêm os que foram chorando
Recortes na lembrança, crianças que saltam sem medo
Elas vivem em segredo, dentro do mundo que dorme cedo
Desvendam enredos com fantasias travestidas em seus brinquedos
Ilustres que ilustram os sonhos despertados
Dissipam as trevas dos receios propagados
Em peitos encerradas, cantam ainda que sussurrando
Sempre vivas, embora escondidas, vão seguindo
Dão passagem aos raios luminosos que chegam ao cristalino
Límpido é o rio que corre em meio as suas florestas
Entre as frestas das copas o céu se mostra
E vai o mundo passando em suas costas
E vem a vida, que desfila rente ao seu sorriso
Na eterna infância, um antigo amigo
Eis na roda do tempo seu seguro abrigo.

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