sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Miragens Miríades




Desde menina, muito pequenina
Aquela de castanhos pensamentos
E ruivos sonhos dourados
Debaixo dos indecisos fios de cabelo
Sorriso lua crescente
Peito lua cheia
Serena sereia secreta
Poetiza pitoresca
Cantorias mal contadas de conto-canção
Sol, vento, sabão-em-pó e só
Tudo é vida, disse a madre
Sê perfeita, disse o padre
Mas o governo ainda gosta do trem, porque o trem anda na linha
Abuela, abre la puerta
Ladeira acima, ladeira abaixo
A princesa tem os pés no chão, irmão
Mas é o vento
Sempre o vento
Que leva seus pensamentos para o alto
Como bolhas de sabão
Há fogo na floresta
Chamas, labaredas, mas está tudo em paz, meu rapaz
Corre e leva, o secreto e sofrido amor que não há
Amar é a maré
Barco vem, barco vai
Inventa “com cinco ou seis retas”
Cria, completa, imagina
Voa com a folha pensando ter asas na ventania
É pipa, é poupa, é sumo
Um caminho sem rumo
No meio do mundo

2 comentários:

  1. Fala Milão. A célula ainda existe?
    Bem, abração...
    Visita meu blog em http://contosantigos.blogspot.com

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  2. Nem me falou do seu blog né?!
    Adorei.
    Beijão

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